O
presidente Trump vem fazendo o que pode para obstruir as investigações
oficiais sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de
2016, a seu favor. No entanto, as investigações continuam avançando, a
ponto de o presidente consultar seus advogados sobre uma medida que
poderia ser considerada o último recurso: usar o poder presidencial de
conceder perdões para perdoar seus familiares, seus assessores e a ele
mesmo.
Mas a questão é: o presidente pode perdoar a si mesmo? Mais de 20 juristas consultados pelas publicações PolitiFact e Vox concordam apenas em dizer que essa é uma questão nebulosa. A Constituição
dos Estados Unidos não responde claramente a essa pergunta, porque seus
elaboradores não devem ter imaginado que isso poderia acontecer. E a
Suprema Corte nunca se manifestou sobre isso, porque a pergunta nunca
lhe foi apresentada.
A Constituição
diz apenas, em seu Artigo II, Seção 2, que o presidente “deve ter o
poder de conceder suspensões da pena e perdões de crimes contra os
Estados Unidos, exceto em casos de impeachment”. A expressão “crime contra os Estados Unidos” significa que a Constituição
exclui processos civis e qualquer processo em âmbito estadual. E a
pessoa perdoada pode se livrar do processo criminal, mas não do processo
de impeachment no Congresso.
Os juristas também concordam que, para justificar o perdão presidencial, um crime pre...
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